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Psicologia EMDR Curitiba

Terapia de dessensibilização e reprocessamento de movimentos oculares

EMDR, Eye Movement Desensitization and Reprocessing, (Dessensibilização e Reprocessamento por meio de Movimentos Oculares)

As 8 Fases do EMDR

SAUDE MENTAL

Psicologia EMDR Curitiba

Atendimentos

De segunda a sexta 07h as 20h
Sábado 07h as 18h

Endereço:

Marechal Deodoro 211 oitavo andar sala 807 esquina com a Rua Monsenhor Celso centro de Curitiba

Psicólogo Ivan Luiz Rosa
CRP 08/23946

Especialidades

Transtornos de ansiedade
Transtornos de pânico
Distúrbios comportamentais e emocionais em crianças
Depressão
Transtorno afetivo sazonal (TAS)
Distúrbios dissociativos
Distúrbios alimentares
Transtorno obsessivo-compulsivo
Paranoia
Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)
Psicose
Esquizofrenia
Dependência Química
Terapia de casais
Questões Sexuais
Luto
Terapia para melhorar a saúde mental infantil
Disfunção sexual

Psicologia EMDR Curitiba

Terapia de Dessensibilização e Reprocessamento de Movimentos oculares

Psicólogo Ivan Luiz Rosa
CRP 08/23946

Psicólogo Ivan Luiz Rosa
CRP 08/23946

Psicologia EMDR

SAIBA MAIS

Eye Movement Desensitization and Reprocessing (Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares) uma nova forma de psicoterapia, desenvolvida nos EUA no final dos anos 80 pela Dra.Francine Shapiro.

Permite a estimulação dos hemisférios cerebrais, onde as lembranças dolorosas são armazenadas.

Inicialmente o método foi utilizado para tratar sequelas provocadas por Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), abusos sexuais, estupros, assaltos, desastres naturais e outros tipos de violência.

Com o tempo, novos trabalhos também começaram a obter resultados promissores em aprimoramento de desempenho futuro, ansiedade generalizada, fobia, síndrome de pânico, manejo de dor crônica, luto, dependência química, adições de forma geral, depressões e doenças psicossomáticas.

Como funciona: Quando se pede ao cliente para lembrar-se de alguma situação ou sensação traumática, e lhe ajudamos a mexer os olhos de determinada maneira, o cérebro recebe a ajuda necessária para processar o fato e arquivá-lo de uma forma funcional.

Propósito da definição: O propósito desta definição é servir de base para o desenvolvimento e a implementação das políticas de todos os programas que a EMDRIA estabelecer a serviço de sua missão.
Assim, esta definição procura conferir maior consistência ao treinamento do EMDR, bem como proporcionar padronização, credibilidade e educação continuada para a aplicação clínica do EMDR.
Ao mesmo tempo, visa fomentar a ulterior evolução do EMDR por meio de um equilíbrio cuidadoso entre inovação e pesquisa.
Esta definição também pretende estabelecer um marco de referência claro e comum a todos os terapeutas do EMDR, pacientes, investigadores, bem como para os meios de comunicação e para o público em geral.

II. Fontes Fundamentais e Princípios de Evolução Francine Shapiro, Ph.D. desenvolveu o EMDR com base em observação clínica, pesquisa controlada, contribuição de terapeutas treinados por ela e estudos científicos prévios acerca do processamento da informação.
O EMDR tem origem no trabalho da autora, tal como consta em seus escritos (Shapiro, 2001). Shapiro deixou clara sua intenção de se dedicar ao desenvolvimento do EMDR de forma a alcançar o equilíbrio entre as observações clínicas e as inovações propostas com validação empírica independente, por meio de estudos científicos bem delineados e executados.
Os elementos inerentes ao procedimento ou a teoria já existente e conhecida, assim como as novas propostas que não possam ser validadas devem ceder lugar aos que o sejam.

No sentido mais amplo, o EMDR procura aliviar o sofrimento humano e assistir aos indivíduos e à sociedade na realização integral de seu potencial para o desenvolvimento, minimizando os riscos de dano durante sua aplicação. Para o paciente, o propósito do tratamento com o EMDR é obter os mais profundos e eficazes efeitos no mais curto período de tempo, mantendo estabilidade dentro dos sistemas familiar e social.

O EMDR é um modelo psicoterapêutico que compreende princípios, procedimentos e protocolos. Não se trata, apenas, de uma técnica caracterizada principalmente pelo uso dos movimentos oculares. O EMDR se fundamenta na premissa de que cada pessoa possui uma tendência inata para a saúde e a integração, e a capacidade interna para alcançá-las. O EMDR se alicerça na ciência psicológica, e está estruturado por pesquisas e teorias psicológicas sobre o cérebro. O EMDR integra teorias psicológicas – cognitiva, humanística, sistêmica, psicodinâmica e somática -, psicoterapias (ex. baseadas no corpo, cognitivo-comportamental, interpessoal, centrada na pessoa e psicodinâmica) e elementos teóricos como afeto, apego, conduta e processamento bio-informacional, em um conjunto padronizado de procedimentos e protocolos clínicos. Além disso, pesquisas sobre como o cérebro processa a informação e gera consciência também incrementam a evolução da teoria e dos procedimentos do EMDR
O modelo de Processamento Adaptativo de Informação é a base teórica da abordagem do EMDR. Baseia-se nas seguintes hipóteses: 1. Dentro de cada pessoa existe um sistema fisiológico de processamento da informação por meio do qual as experiências e informações novas são processadas para alcançar um estado mais adaptativo. 2. A informação é armazenada em redes de memória que podem conter pensamentos, imagens, registros auditivos, olfativos e de sensações corporais, todos relacionados entre si. 3. As redes de memória organizam-se de acordo com sua relação com o evento mais antigo. 4. Se, durante períodos de desenvolvimento cruciais do indivíduo, as experiências traumáticas e as necessidades interpessoais são continuamente negligenciadas, podem produzir bloqueios na capacidade adaptativa do sistema de informação. Esses bloqueios poderão impedir a resolução de eventos traumáticos ou perturbadores. 5. Quando a informação armazenada nas redes de memória relativas a uma experiência traumática ou perturbadora não é completamente processada, torna-se possível o surgimento de reações disfuncionais. 6. O processamento para estados adaptativos resulta em aprendizagem, alivio da perturbação emocional e somática, e em possibilidade de obter respostas adaptativas e integradas. 7. O processamento da informação é facilitado por tipos específicos de estimulação sensorial bilateral. Baseada em dados obtidos pela experiência e observação, Shapiro refere-se a ela como estimulação bilateral (Shapiro, 1995) e estimulação de atenção dual (Shapiro, 2001). 8. Alternando-se a estimulação visual, auditiva e tátil da esquerda à direita, em combinação com outros passos específicos do procedimento do EMDR, é incrementado o processamento da informação. 9. Em geral, as estratégias voltadas para estimular suficientemente o acesso a informação que foi disfuncionalmente armazenada (e em alguns casos, à informação adaptativa), geralmente precisam ser combinadas com estimulação bilateral para produzir o processamento adaptativo da informação. 10. Os procedimentos do EMDR fomentam um estado de equilíbrio ou de atenção dual entre a informação internamente acessada e a estimulação bilateral externa. Nesse estado, o paciente experimenta, simultaneamente, a lembrança perturbadora e o contexto presente. 11. A combinação dos procedimentos do EMDR com a estimulação bilateral resulta em uma diminuição da intensidade das imagens da lembrança perturbadora e da emoção a ela relacionada, facilitando o acesso a uma informação mais adaptativa e possibilitando novas associações dentro das redes de memória, bem como entre elas.
• acessar informação existente; • apresentar informação nova; • facilitar o processamento da informação; e • inibir o acesso de informação (Lipke, 1999). Caracteristicas exclusivas do EMDR são os passos inerentes ao procedimento específico usado para acessar e processar a informação e as formas pelas quais a estimulação sensorial é incorporada aos bem-definidos procedimentos e protocolos de tratamento, cujo objetivo é criar estados de equilíbrio ou de atenção dual para facilitar o processamento da informação. Visando assegurar estabilização e reavaliação suficientes do paciente antes, durante e depois do processamento das lembranças traumáticas e perturbadoras e de seus estímulos associados, o EMDR é usado com o enfoque de 8 fases (Shapiro, 1995, 2001) no tratamento do trauma. Nas fases 3-6, é importante seguir os passos padronizados para manter a fidelidade ao método. Nas outras 4 fases, é possível alcançar os objetivos de cada fase de mais de uma maneira. No entanto, por se tratar de um processo e não de uma técnica, o procedimento deve ser desenvolvido de acordo com as necessidades e os recursos relativos à singularidade do paciente no contexto da relação terapêutica. Assim sendo, os diferentes elementos podem ser enfatizados ou ser utilizados de formas diferentes, levando-se em conta as necessidades específicas do paciente em questão. Com o propósito de alcançar efeitos abrangentes, usa-se um protocolo básico de tratamento constituído três etapas para abordar, inicialmente, os eventos do passado. Depois da resolução adaptativa dos eventos passados, processam-se os estímulos atuais ainda capazes de provocar perturbação. Por fim, são processadas as situações futuras com o intuito de preparar o paciente para possíveis circunstâncias semelhantes.
No EMDR, é patente o fato de que os resultados favoráveis decorrentes de sua aplicação derivam da interação entre terapeuta, método e paciente. Em razão disso, para obter os melhores resultados, é essencial que o profissional possua formação de nível superior/pós-graduação ou especialização no campo da saúde mental (ex.: psicologia clínica, psiquiatria, serviço social, counseling ou terapia conjugal e familiar – No Brasil a formação é restrita a Psicólogos e Médicos com Formação Psicoterapêutica), pois favorece a obtenção de certificação e registro profissional. Associado à escolaridade está o treinamento supervisionado. Pesquisa meta-analítica (Maxfield e Hyer, 2002) indica que o grau de fidelidade na aplicação dos procedimentos publicados do EMDR está intimamente relacionado com o resultado alcançado por tais procedimentos. A evidente fidelidade na aplicação do procedimento e na adequação do protocolo é considerada fundamental, tanto na realização de pesquisas quanto na aplicação clínica do EMDR.

Lipke, H. (1999). EMDR and psychotherapy integration: theoretical and clinical suggestions with focus on traumátic stress. Boca Raton: CRC Press.

Maxfield, L., e Hyer, L. (2002). The relationship between efficacy and methodology in the treatment of PTSD with EMDR. Journal of Clinical Psychology.

Shapiro, F. (1995). Eye Movement Desensitization and Reprocessing, Basic Principles, Protocols and Procedures. (1st ed.) New York: The Guilford Press.

Shapiro, F. (2001). Eye Movement Desensitization and Reprocessing, Basic Principles, Protocols and Procedures. (2nd ed.) New York: The Guilford Press.

Fonte: Associação Brasileira de EMDR
Perde-se a carga negativa associada ao evento, e muitas vezes se recuperam a lembranças positivas vinculadas a isso. Muitas pessoas relatam que a sensação da lembrança foi de fato colocada no passado, e que já não se incomodam mais ou lembrar dela.

Ao se aplicar o estímulo visual, auditivo e/ou tátil, se estimula à rede onde ficou presa a lembrança. Dessa forma, se dá um “arranque” necessário ao mecanismo que restaura a capacidade de processamento do sistema, permitindo a busca de informações em outras redes neurológicas onde o cliente possa encontrar o que precisa para compreender o que lhe aconteceu. As duas redes (onde está arquivado o trauma e onde estão as informações úteis à compreensão) trabalham juntas num tipo de associação livre que se chama “Processamento Adaptativo de Informação.” Cada série de movimentos continua soltando a informação perturbadora e acelera essa informação através de um caminho adaptativo até que os pensamentos, sentimentos, imagens e emoções tenham se dissipado e são espontaneamente substituídos por uma atitude positiva.

A eficácia do EMDR é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e tem sido comprovada através de mais de 200 pesquisas publicadas internacionalmente em revistas, sendo que a American Psychiatric Association (EUA), a Royal College of Psychiatrists (UK), a Administração de Veteranos (EUA), e o International Society for Traumatic Stress Studies o consideram como um tratamento efetivo para trauma e o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).

Fonte: Associação Brasileira de EMDR

Psicólogo Ivan Luiz Rosa
CRP 08/23946

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